FONTE DO SABER
Que
venha o ano novo: com muito bom humor!
Mais um ano que chega e, com ele, a lembrança de que o tempo é o talento
mais precioso conferido por Deus à evolução humana.Chico Xavier recebeu
mensagens memoráveis com advertências clara dos Instrutores Espirituais a
respeito do seu real aproveitamento. Humberto de Campos foi um dos mais
enfáticos em acentuar tal necessidade. Em Cartas e Crônicas, ele divulga a
triste estatística do amigo Belarmino Bicas, a pedido do próprio, dissecando
os motivos da perda de tempo – traço comum à vida da maioria dos mortais.
Belarmino desencarnou com 58 anos, tendo se tornado espírita aos 38. durante
os últimos 20 anos de existência corpórea, fez uma relação diária de suas
exasperações e respectivas causas.
De 1936 a 1956, já bafejado pelas bênçãos do
Espiritismo, relacionou o seguinte número de cóleras e mágoas
desnecessárias, com a especificação das respectivas causas:
1.811, em razão de contrariedades em família;
906, por indispor-se, dentro de casa, em questão de alimentação e higiene;
1.614, por alterações com a esposa, em divergência na conduta doméstica e
social;
1.801, por motivo de desgostos com os filhos, genros e nora;
11, por descontentamento com os netos;
1.015, por entrar em choque com chefes de serviço;
1.333, por incompatibilidade no trato com os colegas;
1.012, em virtude de reclamações a fornecedores e lojistas em casos de pouca
monta;
614, por mal-entendidos com vizinhos;
315, por ressentimentos com amigos íntimos;
1.089, por melindres ante o descaso de funcionários e empregados de
instituições diversas;
615, por aborrecimentos com barbeiros e alfaiates;
777, por desacordos com motoristas e passageiros desconhecidos, em viagem de
ônibus, automóveis particulares, bondes e lotações;
419, por desavenças com leiteiros e padeiros;
820, por malquistar-se com garçons em restaurantes e cafés;
211, por ofender-se com dificuldades em serviços de telefones;
90, por motivo de controvérsias em casas de diversões;
815, por abespinhar-se com opiniões alheias em matéria religiosa;
217, por incompreensões com irmãos de fé, no templo espírita;
901, por engano ou inquietação, diante de pessoas imaginárias ou da
perspectiva de acontecimentos desagradáveis que nunca sucedera.
Total: 16.386 exasperações inúteis.
Como resultado dos constantes acessos de mau humor, Belarmino desencarnou 22
anos antes do que estava previsto. Seu compromisso era ficar na experiência
terrestre até os 80 anos, mas não conseguiu, apesar de estar filiado às
lições educativas da Doutrina Espírita. Foi, portanto, suicida indireto.
“Quantos tesouros perdidos por bagatelas! Quanta asneira em nome do
sentimento!...” desabafou Belarmino ao amigo Humberto.
E insistiu: “Conte o meu caso para quem esteja ainda carregando a bobagem do
azedume! Fale do perigo das zangas sistemáticas, insista na necessidade da
tolerância, da paciência, da serenidade, do perdão! Rogue aos nossos
companheiros para que não percam a riqueza das horas com suscetibilidades e
amuos, explique ao pessoal da Terra que mau humor também mata!...”
O alerta de Belarmino Bicas vem a calhar, neste período especial em que
estamos iniciando um novo ano. Que venham os novos dias, convocando-nos a
executar velhas promessas, que ainda não tivemos a coragem de cumprir.
Que venha o ano novo, com muito bom humor!
E TEM MAIS. . .
Mude já
Ficamos por muito tempo esperando que determinadas coisas aconteçam para que
outras tantas também possam ocorrer. Um exemplo disto é alguém esperar por
muitos anos para se aposentar e daí começar a viver a vida.
Lembre que, se você está esperando isso acontecer, perdeu tempo demais. Quando
pensamos desta forma, nossa força de vontade envelhece e a nossa mente entra num
processo de aposentadoria precoce, perdendo duas bases importantes: o raciocínio
lógico e a criatividade.
O velho dogma de “quem espera sempre alcança”, virou “quem espera sempre fica
esperando”.
Tire este conceito arcaico da sua vida e construa um caminho novo, cheio de
felicidade.
Chegou a hora da mudança. Chegou a sua hora de viver a vida de acordo com seu
jeito legal de ser. Mude, mude já.
Adonai Zanoni de Medeiros