Aprendendo Espiritismo

17 - NOS CONCLAVES DOUTRINÁRIO
Somente empreender conclaves doutrinários como iniciativas de aproximação e planejamento de
trabalho, a serem naturalmente entrosadas com as organizações centrais e regionais,
responsáveis pela marcha evolutiva do Espiritismo.
Não há ordem sem disciplina.
Escolher como representantes de entidades e instituições, nos certames, os companheiros de
boa vontade que sejam, de fato, competentes quanto aos objetivos doutrinários visados.
A aptidão de servir é metade do êxito.
*Participar com seriedade dos conclaves espíritas, sem procurar diletantismo ou passatempo,
sentindo-os como deveres, em vez de tê-los simplesmente à conta de divertimento e excursão
turística.
O tempo não volta.
Dignificar a hospitalidade de companheiros que oferecem ao conclavista a intimidade do
próprio lar, mantendo-se com firmeza no trabalho a que foi chamado.
Abster-se de subvenções governamentais de qualquer procedência para serem aplicadas em
movimentos exclusivamente doutrinários que não apresentem características de assistência
social.
Quem sabe suportar as próprias responsabilidades, dá testemunho de fé.
Respeitar os atos religiosos dos adeptos de outras crenças, evitando querelas e
desentendimentos na execução dos programas traçados para os conclaves doutrinários.
Com Jesus só encontramos motivos para ajudar.
Fixar não somente as lembranças afetivas ou alegres, mas, sobretudo, as resoluções,
experiências e avisos do certame de que participe.
Quem guarda o ensinamento, aprende a lição.
Difundir, entre os núcleos interessados, as resoluções práticas das concentrações
doutrinárias, de modo a não deixá-las em reduzido círculo de companheiros ou na poeira do
esquecimento.
A continuidade do bem garante o melhor.
“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas.” Paulo. (Filipenses, capítulo 2,
versículo 14.)

18 - PERANTE NÓS MESMOS
Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica
ao auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação
das criaturas.
Toda presunção evidencia o afastamento do Evangelho.
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo
religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de
livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras
quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às
organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de
Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na
contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em
tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os
encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios
periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas,
artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.” Paulo. (2ª
epístola aos coríntios, capítulo 13, versículo 5.)
Extraído do Livro "CONDUTA ESPÍRITA", ditado pelo Espírito André Luiz

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