Aprendendo Espiritismo

19 - PERANTE OS PARENTES
Desempenhar todos os justos deveres para com aqueles que lhe comungam as teias da
consangüinidade.
Os parentes são os marcos vivos das primeiras grandes responsabilidades do Espírito
encarnado.
Intensificar os recursos de afeto, compreensão e boa-vontade para os afins mais próximos que
não lhe compreendam os ideais.
O lar constitui cadinho redentor das almas endividadas.
Dilatar os laços da estima além do círculo da parentela.
A Humanidade é a nossa grande família.
Acima de todas as injunções e contingências de cada dia, conservar a fidelidade aos
preceitos espíritas cristãos, sendo cônjuge generoso e melhor pai, filho dedicado e
companheiro benevolente.
Cada semelhante nosso é degrau de acesso à Vida Superior, se soubermos recebê-lo por
verdadeiro irmão.
Melhorar, sem desânimo, os contactos diretos e indiretos com os pais, irmãos, tios, primos e
demais parentes, nas lides do mundo, para que a Lei não venha a cobrar-lhe novas e mais
enérgicas experiências em encarnações próximas.
O cumprimento do dever, criado por nós mesmos, é lei do mundo interior a que não poderemos
fugir.
Imprimir em cada tarefa diária os sinais indeléveis da fé que nutre a vida, iniciando todas
as boas obras no âmbito estreito da parentela corpórea.
Temos, na família consangüínea, o teste permanente de nossas relações com a Humanidade.
“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é
pior do que o infiel.”
Paulo. (Timóteo, capítulo 5, versículo 8.)

22 - PERANTE OS DOENTES
Criar em torno dos doentes uma atmosfera de positiva confiança, através de preces, vibrações
e palavras de carinho, fortaleza e bom ânimo.
O trabalho de recuperação do corpo fundamenta-se na reabilitação do Espírito.
Mesmo quando sejam ligados estreitamente ao coração, não se deixar abater à face dos
enfermos, mas sim apresentar-lhes elevação de sentimento e fé, fugindo a exclamações de pena ou tristeza.
O desespero é fogo invisível.
Discorrer sempre que necessário sobre o papel relevante da dor em nosso caminho, sem
quaisquer lamentações infelizes.
A resignação nasce da confiança.
Em nenhuma circunstância, garantir a cura ou marcar o prazo para o restabelecimento completo
dos doentes, em particular dos obsidiados, sob pena de cair em leviandade.
Antes de tudo vige a Vontade Sábia do Pai Excelso.
Dar atenção e carinho aos corações angustiados e sofredores, sem falar ou agir de modo a
humilhá-los em suas posições e convicções, buscando atender-lhes às necessidades físicas e
morais dentro dos recursos ao nosso alcance.
A melhoria eficaz das almas deita raízes na solidariedade perfeita.
Procurar com alegria, ao serviço da própria regeneração, o convívio prolongado com parentes
ou companheiros atacados pela invalidez, pelo desequilíbrio ou pelas enfermidades pertinazes.
O antídoto do mal é a perseverança no bem.
“Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim mesmo  o fizestes.”
Jesus. (Mateus, capítulo 25, versículo 40.)
Extraído do Livro "CONDUTA ESPÍRITA", ditado pelo Espírito André Luiz

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